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LONDRES

POPULAÇÃO
7 milhões de habitantes (Grande Londres).

ÁREA
1.620 km2.

LÍNGUA
Inglês.

MOEDA
Libra esterlina.

CÓDIGO TELEFÔNICO
20. Para ligar do Brasil, disque 00 (código de acesso a ligações internacionais) XX (código da operadora) 44 (código da Inglaterra) 20 (novo código de Londres) e número local de oito dígitos.

PESOS E MEDIDAS
Sistema imperial, com medidas em libras, onças (peso), galões, pints (volume) e polegares, pés e milhas (distância).

VOLTAGEM
220 volts. As tomadas na Inglaterra são de três pinos, em formato quadrado, e é preciso um adaptador para aparelhos do Brasil.

AGITAÇÃO
Se sua intenção é se divertir, a capital da Inglaterra é também a capital dos clubes e das casas noturnas que oferecem shows de todos os gêneros. O teatro — contemporâneo, clássico ou dos musicais — também está entre os melhores do mundo. Mas fique atento aos horários: os pubs, onde a noite começa, fecham cedo. Poucos têm autorização para continuarem abertos após as 23 horas.

O MELHOR DA CIDADE
Tirar o almoço domingo para ler em algum restaurante afastado do centro de Londres. Os bairros de Angel, ao norte, e Fulham, ao sul, têm pouquíssimos turistas nesses dias e oferecem um bom panorama do cotidiano dos ingleses.

Conhecer a cidade por meio do centenário metrô, que recorta Londres inteira e chega, inclusive, às cidades periféricas.

Aproveitar as liquidações pós-Ano-Novo e no final das estações. As lojas de roupas, sapatos e acessórios chegam a dar descontos de até 80%. Lembre-se, porém, que Londres é uma cidade muito cara.

Andar pelas ruas da cidade, principalmente na região de West End, à caça de surpresas, como se deparar com alguma celebridade tomando café ou comprando CDs.

Fazer piquenique no Hyde Park em dia de sol.

Visitar um “pub de bairro”, mais afastado do centro, para um pint de cerveja — Guinness, a famosa cerveja preta, ou as chamadas lagers, mais parecidas com as cervejas brasileiras, como a Fosters.

Comer batatas fritas acompanhadas de peixe frito e molhadas com muito vinagre branco em um dos muitos fish and chips.

Admirar as pinturas mundialmente famosas da coleção da National Gallery. Não perca a Vênus no Espelho, de Diego Velázquez.

Vasculhar as livrarias de Charing Cross Road e descobrir raridades.
Assistir a filmes que saíram de cartaz recentemente, no cinema Prince Charles, em Leicester Square. A programação inclui quatro produções diferentes por dia.

O QUE E ONDE COMER

Os ingleses são famosos por não possuírem uma culinária própria agradável, ao contrário de italianos, franceses e espanhóis, por exemplo. Embora a comida inglesa típica seja bastante simples, Londres dispõe de uma infinidade de restaurantes de culinária estrangeira, herança dos povos colonizados ao longo de séculos. A comida indiana está em toda parte e serve para todos os bolsos. Restaurantes tailandeses e chineses, turcos e marroquinos, mexicanos e até mesmo brasileiros (em número reduzido) fazem a festa de qualquer paladar.

O QUE E ONDE COMPRAR
Variedade de produtos não é problema. De antiguidades a roupas de grifes internacionais, Londres tem de tudo e de maneira fácil de encontrar. Quem tiver pouco tempo deve cair direto na Oxford Street, que concentra magazines — como John Lewis, Selfridge’s, Top Shop e Debenham’s — e todas as redes de loja, como Gap, Body Shop, Etam’s.

Bond Street: Butiques como Hermès, Tiffany, Chanel e Versace, joalherias e casas de leilão, como Sotheby’s e Phillips, desfilam nessa rua. Para chegar lá, pegue os metrôs Bond Street e Green Park.

Covent Garden: Mercado que oferece artesanato, brinquedos e roupas.

Harrod’s: O sonho de qualquer consumista — produtos de primeira linha, todos caríssimos, um supermercado com o que há de melhor da comida no mundo (inclusive potes de 50 gramas de caviar do Mar Cáspio por assustadoras 400 libras), grifes de roupa etc.
Brompton Road, SW1 (Metro Knightsbridge).

Virgin, HMV e Tower Records: As duas primeiras têm suas maiores lojas na Oxford Street. A Tower fica em Piccadilly Circus. São megastores de música com tudo, absolutamente tudo que alguém precisa para fazer uma coleção de todos os gêneros, além de filmes, livros, revistas e camisetas ligadas à música.

Jeremy Street e St. James: Lojas antigas especializadas em sapatos, chapéus e perfumes.

O QUE VER E FAZER

Abadia de Westminster: Construída e reconstruída desde o século 11, guarda os túmulos de vários monarcas britânicos, incluindo os de Elizabeth I e de sua irmã, Mary Tudor. A cerimônia de coroação dos soberanos ingleses tem lugar na Abadia de Westminster desde 1606. Ali está também a capela de Henrique VIII, do início do século 16. Em 1997, o mundo inteiro assistiu às imagens da igreja durante os funerais da princesa Diana.

Big Ben: O Parlamento abriga ainda o famoso Big Ben, relógio com sino de 14 toneladas que soa a cada hora, e indicador da hora oficial da Inglaterra. Construído entre 1837 e 1869, após o incêndio que destruiu o palácio original, o local é parada obrigatória ao menos para acertar os ponteiros do relógio. Ele tem 106 metros de altura e um diâmetro de 7,5 metros. Seus ponteiros, ocos, são feitos de cobre. O melhor ângulo para fotografá-lo é ao sul, na Ponte de Westminster.

British Museum: Museu de História dos mais importantes do mundo. O setor de egiptologia é simplesmente insólito e tem a Pedra da Roseta, com a qual foi possível decifrar a língua dos faraós. O de tesouros arqueológicos encontrados em Londres na época dos romanos é uma lição prática de civilização. Apenas para ver e aprender um pouco sobre essas duas seções, gastam-se mais de duas horas. Arme-se de mapas para andar no British Museum e não se perder entre uma e outra galeria. É possível alugar fitas cassete e fones de ouvido ou comprar roteiros em cinco idiomas diferentes

Bloomsbury: Famoso por ser o reduto da literatura, arte e erudição desde o início do século 20, o bairro abriga o renomado British Museum, praças georgianas e a Universidade de Londres. Além de ser a predileta de escritores e artistas, a área é o centro tradicional de comércio de livros da cidade.

Catedral de Saint Paul: É a grande atração da City. Um dos principais centros religiosos da Inglaterra durante a Idade Média, a catedral foi destruída pelo grande incêndio de 1666. O novo projeto, de Christopher Wren, foi concluído em 1708. Todo final de tarde, são realizadas missas cantadas por um coro de religiosos. Da cúpula da igreja pode-se ter uma visão fantástica da cidade, desde que você esteja disposto a subir 311 degraus.

Charing Cross Road: A rua que liga a Oxford Street à Trafalgar Square é famosa por sua infinidade de livrarias — uma delas, fictícia, gerou o filme Nunca Te Vi, Sempre Te Amei (84 Charing Cross Road). Procure qualquer assunto e encontrará: livrarias especializadas em fotografia, turismo, feminismo, futebol, música e o que mais você imaginar.

Covent Garden: Área com pubs, restaurantes e lojas. A Piazza e o Central Market, do século 17, atraem uma multidão de turistas para suas mesinhas de cafés e apresentações de músicos. O mercado, dividido em duas áreas, vende alimentos, flores e principalmente artigos para decoração, roupas e até brinquedos. Ao redor, ruas estreitas — algumas fechadas apenas para pedestres — reservam construções dos séculos 17 e 18, que hoje abrigam pubs, restaurantes e lojas. As ruas são um pouco labirínticas e cheias de surpresas.

Em West End

É a região dos cinemas e teatros. Dá para conhecê-la inteira a pé, gastando pouco e visitando os locais que são considerados os mais característicos da cidade. O West End, que vai de Covent Garden a Oxford Street, reúne teatros, cinemas, bares e restaurantes. Além da vida noturna, o oeste da cidade concentra atrações como o Palácio de Buckingham, o Parque St. James, a National Gallery, o Piccadilly Circus e a Oxford Street.

Em Westminster

A região de Westminster é o centro político do Reino Unido. Mas está longe de ter edifícios sisudos e atrações patrióticas. É nela que ficam o grande cartão-postal da cidade: o Parlamento, parte de um conjunto de edifícios históricos que inclui a Abadia de Westminster, o Big Ben e a residência oficial do primeiro-ministro britânico, na 10 Downing Street (não acessível aos turistas por razões de segurança).

Hyde Park: A área verde mais famosa de Londres era parte das terras da Abadia de Westminster, tomadas por Henrique VIII, em 1536, quando transformou o local em parque real. O lago artificial Serpentine, criando em 1730, é usado para passeios de barco. Com restaurantes, galeria de arte, o Speaker’s Corner (o canto dos oradores, onde pessoas fazem discursos sobre o que quiserem aos domingos de manhã), o parque já foi palco de duelos, corridas de cavalos, assaltos, manifestações políticas, desfiles de moda e shows musicais. Sua versão mais comum aparece com o sol de verão, quando londrinos e turistas fazem do parque uma praia sem mar.

Marylebone: A vila medieval Marylebone fica ao sul do Regent’s Park e, além de ter a maior concentração de casas georgianas de Londres, guarda também uma das atrações mais disputadas da cidade: o Museu de Cera de Madame Tussaud. Ao lado, o planetário desvenda os mistérios do céu.

Museu de Cera de Madame Tussaud: Museu de cera com personagens conhecidos, da rainha a Ayrton Senna. Pelé, modelado em 1966, também está lá. Em uma mesma sala é possível ver Kadafi e Margaret Thatcher olhando-se desconfiados, tendo como companheiros Ronald Reagan e Gorbatchev, enquanto a família britânica, ao lado, assiste a tudo, impassível.

Museu de História Natural: A colocação deste museu entre os melhores do gênero no mundo faz sentido. Um passeio interativo mostra toda a evolução das espécies, das amebas ao homem, com presença, inclusive, de esqueletos de dinossauros e fósseis gigantes. As Earth Galleries explicam a formação geológica da Terra, os desastres naturais etc. É possível tocar em texturas para entender a acomodação das camadas da crosta terrestre, por exemplo, ou passar pela simulação de um terremoto na sala que reproduz uma loja de Kobe, no Japão — e que treme de verdade.

Museu Victoria and Albert: Próximo ao Museu de História Natural, o V&A, como é chamado pelos ingleses, tem um departamento de arte oriental tido como o melhor do mundo, coleções de artes aplicadas de vários países, períodos e estilos, desenhos originais de Rafael e uma seção de miniaturas perfeitas. Vale conferir a coleção de vestidos que abrange todos os aspectos da moda, do século 16 aos dias atuais. Aberto às segundas, das 12 às 17h50. De terça a domingo, das 10 às 17h50.

Na City
Bairro que data dos tempos em que a cidade era dominada pelos antigos romanos. Hoje, é um dos centros comerciais e financeiros mais importantes do mundo. Para quem vive em uma grande cidade como São Paulo ou Rio de Janeiro, o local pode não ser de grande atração: são centenas de prédios envidraçados e profissionais na correria típica do dia-a-dia.

National Gallery: Tem um dos melhores acervos do mundo, com obras de grandes mestres, dos renascentistas aos surrealistas, como Leonardo da Vinci, Van Gogh, Renoir e Picasso. Abre de segunda a sábado. Trafalgar Square, WC2 (Metrô Charing Cross).

Oxford Street: O mais famoso centro de compras de Londres. Na Oxford, reina a Selfridges, um dos maiores magazines da cidade. Todo tipo de produto se concentra na rua: redes de cosméticos, as megastores de música (Virgin, Tower Records e HMV), lojas de departamento e grandes grifes, quiosques com bugigangas para turistas. Nas redondezas fica também a chique New Bond Street, abrigo dos grandes estilistas franceses, italianos e japoneses do momento. A rua é cortada pela Regent Street, projetada no século 19, famosa por sua beleza e etiquetas exclusivas, como a Garrad, joalheiros da Coroa.

Palácio de Buckingham: Seguindo pela The Mall, um velho caminho à beira do Parque St. James, chega-se ao Palácio de Buckingham, residência oficial da rainha Elizabeth II. Algumas áreas do palácio são abertas para visitação diariamente, de agosto a outubro. Dali também pode-se acompanhar, aos domingos (em semanas alternadas nos meses de outubro a abril), a troca de sua fiel guarda. Na Queen’s Gallery, é possível ver parte da coleção de quadros da rainha, uma das mais conceituadas do mundo. Buckingham Palace Road, SW1 (Metrô St. Jame’s Park)

Parlamento: Com sua arquitetura neogótica, pontilhada de vidros e torres altas, é o Parlamento mais famoso da Europa. Cada janela, cada coluna, parece ter sido cuidadosamente planejada e esculpida durante décadas. Também chamado de Palácio de Westminster, é, desde 1512, a sede da Câmara dos Comuns e da Câmara dos Lordes, em que os deputados discursam e discutem em duas pequenas arquibancadas. Um incêndio destruiu parte do Parlamento no século 19. Mal a restauração havia acabado, as bombas de Hitler puseram abaixo vários de seus pavilhões.

Piccadilly Circus: O “circo” é uma charmosa rotatória que une algumas das mais elegantes ruas de Londres, tudo ao redor de um chafariz com um cupido. Teatros, lojas elegantes, antiquários e cinemas completam a região. Mas os turistas gostam mesmo de, no verão, sentar nos degraus do chafariz para observar os punks e descansar da caminhada.

St. James Park: Mais antigo dos parques reais de Londres, o Parque St. James era um pântano que foi drenado por Henrique VIII e anexado a suas terras de caça. No verão, vira a “praia” dos londrinos, que ali fazem piqueniques (limpos) e, principalmente, lêem seus jornais e livros. Nessa época há também concertos no coreto.

Trafalgar Square: No final da Charing Cross, localiza-se a Trafalgar Square, praça em frente à National Gallery e que abriga a estátua do almirante Nelson, comandante da Batalha de Trafalgar, em 1805, contra as tropas de Napoleão. Os chafarizes, cercados por grandes leões em mármore, têm o maior afluxo de turistas da cidade, sobretudo no verão, quando dar milho ao pombos (ou ser atacado por eles) parece ser a principal ocupação de centenas de pessoas.

Torre de Londres e Tower Bridge: Não muito longe da catedral está a Torre de Londres, complexo que abrigou ao longo de 900 anos prisioneiros e desafetos do rei. Transformada em atração turística no século 17, expõe uma coleção de armas, armaduras medievais e as cobiçadas jóias da Coroa. Dá ainda para fazer um passeio pela famosa Tower Bridge sobre o Rio Tâmisa. A ponte, outro famoso cartão-postal da cidade, foi construída em 1894 e também tem museu próprio.

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