ONDE
E COMO
Localizada na Comunidade de Madri,
província que engloba seu território
e arredores, Madri está no
centro geográfico da Espanha.
Sua área é de 531 km2,
pouco mais de um terço da dimensão
de São Paulo. Com 3 milhões
de habitantes, a capital espanhola
é a maior aglomeração
urbana do país. Seus 128 bairros
estão distribuídos em
21 distritos. Para o turista, Madri
pode ser dividida em quatro áreas
de interesse: Madri Antiga, Madri
dos Bourbon (ambas na parte central),
La Latina e La Castellana, nas cercanias
do centro. Vale a pena uma visita
à província, fora dos
domínios da capital. Ela abriga
tesouros, como o palácio-monastério
de El Escorial.
POPULAÇÃO
3 milhões de habitantes.
ÁREA
531 km2.
MOEDA
Peseta.
CÓDIGO
TELEFÔNICO
91 Para ligar do Brasil, disque o
prefixo de DDI (00), o código
da operadora (XX), o código
da Espanha (34), o código de
Madri (91) e o número do telefone
local.
VOLTAGEM
220 volts. Apenas alguns prédios
velhos ainda usam o antigo sistema,
de 125 volts.
COMO
CIRCULAR
Toda a cidade é servida por
rápidas e eficientes linhas
de metrô e ônibus que
chegam até a periferia. Existem
mais de 100 estações
de metrô espalhadas por dez
linhas. Os ônibus podem ser
uma boa maneira para admirar os principais
monumentos da cidade. Pegar um táxi
não custa muito, mas a melhor
forma de conhecer Madri é a
pé. As ruas são planas
e pode-se acompanhar o dia-a-dia (e
a noite, é claro) dos habitantes.
O
QUE LEVAR NA BAGAGEM
Se estiver em Madri nas estações
quentes, coloque roupas e sapatos
leves e confortáveis na mala:
o calor pode ser insuportável
em alguns dias. No inverno, mais ameno,
um sobretudo ou uma capa geralmente
bastam.
USOS
E COSTUMES
Se quiser aproveitar a para jantar
e depois curtir a noite madrilena,
nem pense em sair antes de 22 horas.
A vida noturna da cidade começa
bem tarde e acaba só na manhã
do dia seguinte. Algumas casas noturnas
só abrem depois das 6 horas!
Diversão não tem hora...
O
MELHOR DA CIDADE
• Caminhar pelas ruas. Além
de não custar nada, é
a melhor forma de acompanhar a vida
dos madrilenos, a arquitetura da cidade
e descobrir lojas, restaurantes e
bares interessantes.
• A noite nas dezenas de casas
noturnas, bares e restaurantes.
• Chocolate quente com churros
em uma das centenas de bares depois
de uma noitada nas agitadas danceterias
de Madri. Pouca gente sabe, mas os
churros são uma invenção
madrilena (o original não é
recheado como no Brasil).
• A siesta. Não há
nada melhor do que tirar uma soneca
depois de um farto almoço espanhol.
• Caña con tapas (chope
pequeno acompanhado de petiscos individuais).
Os espanhóis adoram jogar conversa
fora nos bares, enquanto saboreiam
uma cerveja com vários tipos
de petiscos.
• Passar uma tarde em uma das
lojas do El Corte Inglés. Lá
você vê de tudo, desde
roupas e alimentos até livros
e discos. Não estranhe se você
encontrar discos de grupos brasileiros.
Os espanhóis são apaixonados
pela música brasileira, principalmente
por Roberto Carlos.
• Aproveitar os finais de semana
para fazer um piquenique na Casa de
Campo.
• Garimpar barganhas na feira
do El Rastro nas manhãs de
domingo.
O
QUE VER E FAZER
Casa
de Campo: Os madrilenos dizem
que, quando o fim de semana chega,
viajam às cidades vizinhas
ou vão passar o dia na Casa
de Campo. A antiga propriedade de
caça da família real,
com mais de 17 km2, é um dos
principais pontos de lazer. Lago para
barcos, zoológico, parque de
diversões, piscina, pista de
jogging e eventos durante o verão,
como shows musicais, são algumas
das opções.
Catedral
de San Isidro: Construída
para os jesuítas no século
17, ela foi a catedral de Madri até
que a nova — de La Almudena
— ficasse pronta, em 1993. Os
restos mortais do santo padroeiro
da cidade, San Isidro, estão
guardados nessa igreja.
Centro
de Arte Reina Sofía:
O museu, de arte moderna, reúne
algumas das principais obras do século
20, sobretudo de pintores espanhóis,
como Pablo Picasso, Salvador Dalí
e Joan Miró. Também
exibe trabalhos do período
pós-Segunda Guerra até
Pop Art, Minimalismo e Pós-Modernismo.
O ponto alto do acervo é Guernica,
de Picasso. A obra, encomendada pelo
governo republicano espanhol em 1937
para a exposição de
Paris, foi inspirada no ataque aéreo
de nazistas, apoiados por nacionalistas
espanhóis, à cidade
de Gernika-Lumo, durante a guerra
civil. Retrata o desespero da população
local durante os bombardeios.
Estación
de Atocha: É uma das
principais ligações
férreas — ao lado das
estações de Chamartin
e Norte — para outras cidades
da Espanha e países da Europa.
Em sua estrutura de ferro e vidro,
inaugurada em 1851, há um jardim
de inverno de palmeiras. O terminal
de trens de alta velocidade que vão
para Córdoba e Sevilha fica
perto dessa estação.
Em La Castellana e La Latina
A área comercial e administrativa
de Madri localiza-se no Paseo de la
Castellana, fora do centro. A “nova
Madri”, com construções
modernas, cafés e butiques,
é toda elegância. Contrasta
com a informalidade da classe operária
de bairros vizinhos, como La Latina
e Lavapiés, as touradas na
Plaza de Toros de Las Ventas e a paixão
pelos clubes de futebol Real Madrid
e Atlético de Madrid.
El Rastro: Pode-se
encontrar de tudo no simpático
mercado das pulgas de El Rastro. Está
situado entre a Plaza de Cascorro
e a Calle Ribera de Curtidores, estendendo-se
pelas ruas próximas. Desde
roupas usadas a jóias e móveis
novos e antigos atraem moradores locais
e turistas todos os domingos pela
manhã.
La
Latina e Lavapiés:
Esses dois bairros podem ser considerados
o lar do madrileno típico,
chamado de castizo (típico,
genuíno). O castizo pertence
às classes operárias
de Madri; é gente que nasceu
e vive na cidade desde sempre. Com
ruas estreitas e íngremes e
casas e bares antigos, a região
remete o turista à Madri de
30, 40 anos atrás.
Mercado
de San Miguel: Com sua estrutura
de ferro do século 19, o mercado
é uma ótima vitrine
da variedade de alimentos, temperos,
bebidas e utensílios domésticos
que faz parte da vida dos madrilenos,
e um bom local para comprar frutas,
queijos e frios.
Museo
del Prado: Um dos maiores
museus de arte do mundo, o Prado possui
o mais completo acervo de pinturas
espanholas dos séculos 12 a
19. Inaugurado em 1819, ele traduz
o poder da Coroa espanhola no período:
tem obras de renomados artistas holandeses,
italianos, franceses e alemães.
As melhores salas são as dedicadas
aos pintores Diego Velázquez
e Francisco Goya. As obras de Velázquez
retratam o período áureo
da Corte espanhola, nos séculos
17 e 18. Goya, considerado antecessor
da arte moderna, é um dos criadores
mais idolatrados pelos madrilenos.
Ficou conhecido por retratar os horrores
da guerra contra a França.
Museo
Thyssen-Bornemisza: Doado
à população espanhola
pelo barão Heinrich Thyssen-Bornemisza
e por seu filho Hans Heinrich em 1993,
o seu acervo compõe uma das
coleções particulares
mais importantes do mundo, com mais
de 800 quadros. O museu mostra a história
da arte ocidental, indo da pintura
italiana e flamenga (inclusive arte
sacra) até o século
20. Encontram-se obras-primas de Rubens,
Ticiano, Goya, Van Gogh, Miró,
Picasso, Hopper e Dalí.
Na
Madri Antiga
A região se caracteriza pelo
grande número de construções
históricas, como a Plaza de
la Villa e a Plaza Mayor, dos séculos
15 e 16, a Puerta del Sol (centro
e marco zero da cidade) e o Palácio
Real — usado para cerimônias
oficiais do rei, Juan Carlos I, e
de sua esposa, a rainha Sofia.
Na
Madri dos Bourbon
Na Madri dos Bourbon estão
os principais museus e galerias da
Espanha. A região recebeu esse
nome porque, no século 18,
os Bourbon, em especial Carlos III,
expandiram o lado leste da cidade,
com parques, praças e academias
de ciência e arte, para mostrar
ao mundo o crescimento político-ecônomico-cultural
da Espanha. Em torno do Parque del
Retiro — uma das principais
opções de lazer dos
madrilenos — também há
teatros, cafés e elegantes
hotéis.
Na
província de Madri
Um pouco fora da metrópole,
a área é muito freqüentada
pelos madrilenos, principalmente nos
finais de semana. Ali se pode respirar
o ar puro das sierras em longas caminhadas,
esquiar no inverno ou conhecer prédios
históricos, como El Escorial
— onde Felipe II comandou seu
reinado no século 16 —
e o Valle de los Caídos, construído
pelo generalíssimo Franco em
homenagem aos mortos na Guerra Civil
Espanhola.
Nuestra
Señora de la Almudena: Inaugurada
em 1993, a nova catedral demorou mais
de cem anos para ser concluída.
Ela fica em frente ao Palácio
Real e possui arquitetura semelhante.
É dedicada à padroeira
da cidade, Nuestra Señora de
la Almudena.
Palácio
Real: Construído sobre
uma colina próximo ao Rio Manzanares,
em 1764, por encomenda do rei Felipe
V, o Palácio Real substituiu
outro destruído por um incêndio
trinta anos antes. A exuberância
dessa construção reflete
o período de grande desenvolvimento
econômico e político
do país a partir do século
17. Há alguns interessantes
aposentos abertos à visitação:
a Sala de Jantar, com uma enorme mesa
para convidados; a Sala de Porcelana,
repleta de peças adquiridas
pelo rei Carlos III; a Sala Gasparini,
decorada com motivos chineses e com
o retrato de Carlos IV pintado por
Goya; a Farmácia Real, com
frascos e potes de vidro e porcelana
decorados; e a Sala do Trono. A família
real vive hoje no Palácio de
la Zarzuela, um local mais simples
na periferia de Madri.
Parque del Retiro:
Em uma das áreas mais ricas
de Madri, o Parque del Retiro é
bastante procurado pelos madrilenos.
O parque, propriedade da família
real, foi aberto totalmente ao público
em 1869. Antes, só era liberada
a entrada a visitantes bem vestidos.
Muitas famílias e jovens vão
ao parque caminhar, reunir-se com
amigos ou alugar um barco para passear
pelo lago.
Paseo
del Prado: Projetado no século
18 e inspirado na Piazza Navona de
Roma, foi ocupado pelos principais
museus da cidade (veja abaixo) e por
elegantes hotéis. Em uma de
suas extremidades passa a Calle de
Alcalá, outra importante avenida,
com duas conhecidas praças:
Plaza de Cibeles e Plaza de la Independencia.
A Plaza de Cibeles, no entroncamento
das duas ruas, é um dos cartões-postais
de Madri, com sua fonte e a estátua
de Cibele, deusa greco-romana da natureza.
A Plaza de la Independencia abriga
a Puerta de Alcalá, de 1769,
o maior monumento construído
durante o reinado de Carlos III. O
portal, em estilo neoclássico,
demarcava o lado leste da cidade.
Admire-o à noite, quando a
praça fica toda iluminada.
Na extremidade oposta do Paseo del
Prado há a Plaza Cánovas
del Castillo e a Plaza del Dos de
Mayo, epicentro da vida noturna de
Madri.
Plaza
de la Villa: Concentra um
dos conjuntos arquitetônicos
mais antigos de Madri. A Torre de
Lujanes serviu como prisão
do rei da França Francisco
I, após a derrota na Batalha
de Pávia, em 1525. A Casa de
Cisneros, de 1537, está ligada
por uma pequena ponte coberta à
prefeitura (ayuntamiento) da cidade,
edificada em 1640.
Plaza
Mayor: A praça é
considerada uma das mais importantes
da cidade velha. Idealizada pelo rei
Felipe III (representado em seu centro
por uma estátua) e construída
em 1619, a Plaza Mayor é cercada
por um edifício retangular
com sacadas e nove passagens em arco
que ligam ruelas com o comércio.
A Plaza Mayor foi cenário de
ações da realeza e da
Igreja Católica: canonizações,
execuções, coroações
e até julgamentos da Inquisição
espanhola. Hoje, ela abriga restaurantes,
cafés, lojas de suvenires,
feira de artes e apresentações
teatrais.
Plaza de Toros de Las Ventas:
Dizem que a maior paixão do
espanhol é o futebol, mas os
mais velhos preferem as touradas a
qualquer outro esporte. Madri não
foge à regra. A Plaza de Toros
de Las Ventas, inaugurada em 1929,
fica lotada durante a temporada de
touradas, de maio a outubro. A arena
é uma das mais bonitas da Espanha.
Quando temina a época das corridas,
ela abriga shows de rock. Ao lado
de Las Ventas, o Museo Taurino está
relacionado a tudo que tem a ver com
touradas.
Puerta del Sol: O
trânsito intenso e o grande
número de pessoas que circulam
dão a impressão de que
o local não é nada turístico.
A praça é um dos principais
pontos de encontro da cidade, a maior
junção das linhas de
metrô e ônibus e marco
inicial de todas as rodovias do país.
Em forma de meia-lua, ela foi originalmente
um castelo que, no século 19,
foi ocupado por cafés, igrejas
e comércio local. Também
abriga a sede do governo da capital
e foi usada como palco de manifestações
políticas.
Templo
de Debod: Doado à
Espanha pelo governo egípcio,
durante a construção
da Represa de Assuã, é
uma homenagem aos engenheiros espanhóis
que trabalharam na obra. O templo,
construído no século
4 a.C., foi retirado da área
inundada pela represa e remontado
nos jardins do Parque del Oeste.