Paris,
todos sabem, é a primeira cidade
da França. Já a segunda
cidade, afirmava o general Charles
de Gaulle, ex-presidente francês,
fica na América. Ou, mais precisamente,
na Ilha de Montreal, banhada pelos
rios São Lourenço e
des Prairies. De Gaulle era favorável
ao separatismo da Província
de Quebec e enfatizava o papel especial
de Montreal, segunda maior cidade
do Canadá, no mundo francófono.
Montreal é bilíngüe
(nela também se ouve o inglês),
mas dois terços dos 3,3 milhões
de habitantes falam a língua
de Molière.
Montreal não é outra
Paris, mesmo porque, ainda que esbanje
um charme bem francês, também
cultiva um jeito norte-americano de
ser — não ficasse a cerca
de 70 km da fronteira com os Estados
Unidos. É contemporânea
e funcional, com edifícios
de aço e torres pós-modernas,
uma mistura que deu certo, a ponto
de, segundo a ONU, ser uma das cidades
com melhores indicadores de qualidade
de vida do planeta.
POPULAÇÃO
Cerca de 3,3 milhões de pessoas
na área metropolitana.
ÁREA
177 km2.
LÍNGUA
Dois terços dos moradores da
cidade falam francês. Mas quase
todo mundo entende — ou até
domima — o idioma inglês.
MOEDA
Dólar canadense.
CÓDIGO
TELEFÔNICO
514. Para ligar do Brasil, disque
o prefixo de DDI (00), o código
da operadora (XX), o código
do Canadá (1), o código
de Montreal (514) e o número
do telefone local.
PESOS
E MEDIDAS
Sistema métrico internacional.
VOLTAGEM
110 volts.
ATRAÇÕES: O
QUE VER E FAZER
Anfiteatro
Bell: A patinação
é um dos esportes prediletos
do canadense. O lugar tem uma grande
pista de gelo, onde é possível
praticar durante o ano inteiro, sob
luz natural. A pista é cercada
de cafés, praça de alimentação
e um jardim de inverno. Qualquer pessoa
pode freqüentar o Bell, independentemente
do nível de experiência
em patinação. Quem não
souber nada e quiser aprender, é
só se matricular em uma das
aulas, mas, se preferir ficar assistindo,
aos sábados e domingos, patinadores
profissionais se apresentam. Existe
a opção de alugar equipamento
no local.
Basílica
de Notre-Dame-de-Montreal:
Erigida em 1642, a igreja já
foi reconstruída três
vezes, cada vez maior e mais enfeitada.
Suas formas atuais, em estilo neogótico,
datam de 1829. Ela tem 3.800 lugares
e possui o maior órgão
do continente. Ainda dentro da Notre-Dame,
há a Capela Sacré-Coeur,
conhecida como Capela do Casamento,
pela grande quantidade de matrimônios
celebrados ali. A cantora pop canadense
Céline Dion se casou na basílica,
em 1994. Nos fundos da igreja, existe
um pequeno museu de pinturas e objetos
religiosos históricos.
Biodôme:
Uma das mais populares atrações
de Montreal. É um tipo de museu
de história natural, onde estão
representados quatro tipos de ecossistemas
— a floresta boreal, a tropical,
o cenário polar e o Rio São
Lourenço — sob um clima
controlado. Durante a visita, descobrem-se
alternativas de proteção
a cada um dos ambientes, observando
a fauna e flora de cada ecossistema.
Aberto diariamente das 9 às
17 horas.
Capela
Notre-Dame-de-Bonsecours:
Fundada em 1657, ficou conhecida como
a Igreja dos Navegantes. Foi reaberta
em 1998 e hoje mantém o Museu
Marguerite Bourgeoys, que conta um
pouco da história da vida de
Montreal. No verão, suba na
torre para aproveitar a ótima
vista do Antigo Porto.
Cassino
de Montreal: Esse fantástico
prédio foi construído
como o pavilhão francês
da Expo’67, a feira mundial
do Canadá. Hoje é um
dos maiores paraísos das apostas
no mundo. Fica na Ilha Notre-Dame.
Centro
Aquático: As seis
piscinas do local já foram
cenários de importantes competições
entre nadadores olímpicos.
Hoje, elas são abertas à
população. De segunda
a sexta, a partir das 6 horas; sábados
e domingos das 13 às 16 horas.
Entrada US$ 3,30.
Centro
da História de Montreal:
Pode parecer incrível, mas
encontraram um jeito divertido e interativo
de contar a história de uma
cidade. Por meio de videogame, efeitos,
trilhas sonoras e muitos outros artifícios,
o centro recriou o dia-a-dia de Montreal
desde os tempos pré-coloniais
até os dias de hoje.
Cinemateca
Quebequense: Esse museu e
cinema é uma das atrações
mais baratas e atraentes de Montreal.
Com cerca de US$ 4, é possível
visitar a mostra permanente sobre
a história dos equipamentos
cinematográficos e ainda assistir
a dois filmes. Desde 1997, a cinemateca
ganhou mais duas salas de exibição
e um centro documentário de
TV.
Cité
des Arts et des Nouvelles Technologies:
Este espaço é voltado
às artes e à tecnologia,
com exibições de realidade
virtual, animação eletrônica
e outras maravilhas do mundo cibernético.
Para quem quiser se conectar à
rede, lá tem um cybercafé
com 40 microcomputadores e bons sanduíches.
Cirque
du Soleil: O mais famoso
circo do mundo, sediado na cidade,
não tem animais e mantém
a atenção do público
por três horas apresentando
impressionantes números acrobáticos.
Embora esteja constantemente viajando
pelo exterior, o grupo sempre volta
a Montreal para ensaiar e estrear
os novos espetáculos.
Chinatown:
A região recebe esse nome pela
grande concentração
de chineses que abrigou no final do
século 18 e começo do
19. Hoje é um centro de restaurantes,
mercearias e lojas de presente. Lá
também é possível
encontrar todo tipo de equipamento
musical.
Estádio
Olímpico: O estádio
foi construído para os jogos
de verão de 1976, é
muito bonito, mas pouco prático.
Nunca tendo funcionado direito, atualmente
abriga exposições da
Liga Nacional de Beisebol e é
usado para eventos como o Salão
do Automóvel de Montreal.
Jardim
Botânico: Este jardim,
fundado em 1931, ocupa uma área
de 181 acres e tem 10 estufas (que
ficam abertas durante o ano todo,
pois o jardim no inverno fica impraticável).
É o segundo maior do mundo
no gênero e possui mais de 26
mil espécies de plantas. O
jardim das plantas venenosas é
o mais procurado. É possível
assistir no Jardim Japonês a
tradicional cerimônia do chá,
além de observar uma das melhores
coleções de bonsai (árvores
em miniatura).
Museu
de Belas Artes de Montreal:
O mais antigo museu do país
tem o acervo de arte espalhado por
dois prédios, ligados por passagem
subterrânea. O museu possui
uma grande coleção de
obras de arte e objetos de decoração
produzidos por artistas conhecidos,
sendo que a parte mais atrante é
a do século 19. Anexo ao museu
está o Museu de Arte e Decoração
de Montreal, que tem um bom acervo
de objetos para casa, exposto em um
moderníssimo cenário.
Lá existe também uma
boa loja de lembranças, uma
loja de livros de arte, um restaurante,
uma cafeteria e uma galeria de arte
onde é possível comprar
quadros de artistas locais.
Na
Cidade Subterrânea:
A cidade tem invernos extremamente
rigorosos e longos. Para que as pessoas
possam circular por Montreal sem sofrer
tanto com as baixas temperaturas,
foi construída uma cidade sob
a terra, na região central.
Nesses corredores subterrâneos,
que têm ligação
com os principais edifícios
da área e estações
de metrô, a temperatura é
sempre controlada nos níveis
agradáveis da primavera. Assim,
continua sendo possível almoçar
em vários lugares da região,
ir ao cinema, à estação
de trem, se hospedar em um hotel e
aproveitar quase tudo o que a cidade
tem para oferecer.
Nas
Ilhas: Existem duas charmosas
ilhas a serem visitadas: Ilha Ste-Hélène
e Ilha Notre-Dame. Para quem busca
entretenimento, o endereço
certo é o Parque das Ilhas,
de centro de diversão com agradáveis
jardins, repletos de flores, uma linda
praia e o Cassino de Montreal. Se
o objetivo é conhecer um pouco
da história do lugar, vale
visitar o Forte Antigo. No inverno
o lugar é ideal para patinação.
Na
Vieux-Montreal (Montreal Antiga):
A parte antiga fica à margem
do Rio São Lourenço,
no coração da cidade.
Cheia de floristas e artistas itinerantes,
a região tem muitos cafés,
locais agradáveis para caminhar
e pontos de encontro de turistas.
Nela, localiza-se o principal centro
financeiro de Montreal e um novo parque
criado para que as pessoas possam
andar de bicicleta, fazer piquiniques,
andar de patins etc. O distrito abriga
vários museus pequenos, mas
muito instigantes, que estão
em prédios históricos.
Muitos desses edifícios foram
restaurados e, hoje, são usados
como lojas, escritórios, apartamentos,
bares e cafés.
No
Centro: Esta área
contribuiu com elementos muito interessantes
que dão o toque dramático
à cidade. É nessa região
que está localizada a principal
estação de trem, assim
como os melhores hotéis, museus
e as maiores lojas de departamento.
No extremo norte da área central
está o câmpus mais bonito
e urbano da conceituada McGill University.
No
Golden Square Mile: Esta
parte da cidade é bastante
agitada, repleta de restaurantes,
bares e casas noturnas. O ambiente
de festa invade a madrugada e parece
nunca acabar. O clima fica ainda mais
divertido nos finais de semana e vai
esquentando conforme a chegada do
verão, quando muitos jovens
tomam as calçadas dos cafés
e os balcões dos bares. É
nessa parte da cidade que se encontra
o melhor museu do Canadá, o
Museu de Belas Artes.
No
Quartier Latin: A rua St-Denis
é a “veia” da região,
rodeada por confortáveis casas.
As ruas são repletas de cafés,
bistrôs, lojas alternativas
e casas noturnas. Ao sul, próxima
à Universidade do Quebec em
Montreal, a avenida ganha um ar estudantil,
com lugares de rock alternativo, bares
e danceterias. Mais ao norte, a média
de idade sobe e os preços,
também. Afinal, é nessa
região que estão os
melhores restaurantes da cidade. Já
o Boulevard St-Laurent divide a cidade
em leste e oeste.
No
Jardim Botânico e Parque Olímpico:
O Parque Olímpico e o Jardim
Botânico estão localizados
na região leste da cidade.
É muito fácil chegar
lá de metrô, pois existe
uma estação na porta
do estádio. A região
abriga também o maior museu
de insetos do mundo e o Parque Maisonneuve.
Rue
St-Jacques: Aqui funciona
o centro financeiro mais importante
do Canadá.
Rue
St-Paul: É a rua mais
“fashion” da parte antiga
de Montreal, com muitos restaurantes,
lojas de artigos quebequenses típicos
e casas noturnas, num percurso de
quase 20 quarteirões.
Tour
Olympique: Subir ao último
andar de umas das mais altas torres
do mundo é uma verdadeira atração
de Montreal. Dois elevadores levam
90 pessoas ao topo da torre, de onde
é possível ter uma bela
vista da cidadesem dias claros e limpos.
Vieux-Port-de-Montreal
(Antigo Porto de Montreal):
Atualmente, funciona muito mais como
uma área de recreação
do que como um porto de fato, pois
suas docas e os canais não
comportariam os modernos e enormes
navios. A área é bastante
popular com um bulevar, bares e o
cinema IMAX. No verão, é
possível alugar bicicletas
e patins para andar pelo parque e
no inverno pode-se patinar em uma
grande pista aberta de gelo. Começa
no porto uma das mais populares ciclovias
da cidade, na qual centenas de pessoas
andam de bicicleta nos finais de semana.
O MELHOR DA CIDADE
- Andar sem destino pela Cidade Subterrânea.
- Ficar sentado em um dos cafés
do Place Jacques-Cartier, tomando
um café ou uma cerveja, ou
simplesmente sentar-se em um dos bancos
e ficar contemplando a cena.
- Sair em um dia bonito de primavera
ou verão e ficar sentado no
gramado da Universidade McGill, embaixo
de uma centenária árvore,
para observar e deixar a vida passar;
pelo menos por algumas horas.
- Assistir a um jogo de hóquei
ou de beisebol.
- Fazer apostas no maravilhoso Cassino
de Montreal, aberto dia e noite.
- Assistir a uma apresentação
do Cirque du Soleil.
- Sair à noite, voltar só
quando o dia estiver amanhecendo e
aproveitar para descobrir as maravilhas
do agito de Montreal.