A
maior cidade do Estado de Washington,
no extremo noroeste dos Estados Unidos,
situa-se a 182 km da fronteira com
o Canadá. Encravada entre água
e montanhas (a oeste estão
as margens do Puget Sound, um sinuoso
braço de mar; e a sul e a leste,
a Cordilheira de Cascades, com magníficos
vulcões recobertos de gelo),
sua área de 217 km2 possui
esplêndida paisagem, uma das
mais belas entre todas as cidades
dos Estados Unidos.
A geografia interferiu enormemente
na maneira como a cidade cresceu.
Com 530 mil habitantes, Seattle se
expandiu para suas áreas vizinhas.
Assim, os subúrbios foram ganhando
cada vez mais importância, como
áreas residenciais, empresariais
ou culturais.
Seattle se destaca como centro industrial
e, mais recentemente, como pólo
de informática. Ficam lá
a maior fábrica de aviões
do mundo, a Boeing, e boa parte dos
estaleiros americanos. A Microsoft,
líder mundial de software,
se instalou em Redmond, do outro lado
do Lago Washington, um dos limites
da cidade. Na frente cultural, Seattle
tem exportado tendências, tanto
para os Estados Unidos quanto para
o resto do mundo: o movimento grunge,
que marcou a música pop nos
anos 90, nasceu ali; a moda americana
do café expresso e das microcervejarias
também.
A região central concentra
os principais chamarizes turísticos,
mas nos arredores pode-se ver e sentir
melhor a história e a cultura
efervescente de Seattle. Se tiver
tempo sobrando, vale a pena fazer
alguns desvios para conhecer as outras
faces dessa complexa cidade.
POPULAÇÃO
530 mil habitantes na cidade. Sua
área metropolitana chega a
3 milhões de pessoas.
ÁREA
217 km2.
MOEDA
Dólar.
CÓDIGO
TELEFÔNICO
206 é o código principal.
Para ligar do Brasil, disque o prefixo
de DDI (00), o código da operadora
(XX), o código dos Estados
Unidos (1), o código de Seattle
(206) e o número do telefone
local.
PESOS E MEDIDAS
Milha (1,6 km2), galão (4,6
litros) e libra (454 gramas).
VOLTAGEM
110 volts.
COMO
CIRCULAR
A
cidade de Seattle é espalhada
e tem topografia muito acidentada,
com morros e ladeiras íngremes.
Nessas circunstâncias, andar
a pé por grandes distâncias
pode ser uma prova de resistência.
Como o trânsito na cidade é
extremamente congestionado e vagas
de estacionamento são raridades
(caras), por isso, também,
não vale a pena circular de
carro.
O
melhor é utilizar um misto
de transporte público e táxis
para chegar aonde se quer. Os ônibus
que circulam pelo centro são
gratuitos na maior parte do dia e
há um antigo sistema de bondes
— o Waterfront Streetcar —
ligando boa parte das atrações
turísticas da área central,
como Waterfront, International District
e Pioneer Square. Já pelo Monorail
se vai do Westlake Center ao Seattle
Center em dois minutos.
Para
quem pretende visitar a maioria dos
pontos turísticos, é
mais econômico adquirir o citypass,
que custa em média US$ 24 e
dá desconto de 50% no ingresso
do Space Needle, do Museu de Arte
de Seattle, no Seaquarium, no Centro
de Ciência do Pacífico,
no Woodland Park Zoo e no Museu do
Vôo. O citypass está
à venda em qualquer uma das
atrações e tem validade
de sete dias corridos.
O
MELHOR DA CIDADE
•
A diversidade cultural.
• O ar informal da cidade, que
faz qualquer um se sentir em casa.
• A mistura de antigo e moderno.
• Uma viagem de balsa no fim
da tarde para apreciar o pôr-do-sol,
acompanhado da maravilhosa vista da
montanha Olympics coberta de neve
na contra-luz.
• Uma experiência típica
de Seattle: vá ao Dick’s
Drive-In (115 Broadway East Street)
para comer o Dick’s Deluxe Burger
com milkshake. Mas chegue por volta
de 1 hora, quando o bar está
ainda mais movimentado.
• Vá também a
um ou dois restaurantes familiares.
Não estão no roteiro
turístico, mas são muito
freqüentados pelos moradores
devido ao ambiente aconchegante e
à ótima comida. Um dos
mais procurados é o Beach House
Italian Cafe (2620 Alki Avenue SW),
cujo cardápio mistura culinária
mediterrânea e italiana.
• Ver como vive o homem mais
rico do mundo, Bill Gates. Sua mansão
tecnológica, avaliada em mais
de 50 milhões de dólares,
fica às margens do Lago Washington.
• Ouvir o rock local, que gerou
bandas, como Nirvana e Pearl Jam.
O QUE VER E FAZER
Downtown:
A área central de Seattle localiza-se
em um longo istmo entre o Lago Washington
e a Baía de Elliot. A maior
parte dos arranha-céus comerciais
de arquitetura arrojada e das grandes
lojas estão aqui. O centro
histórico de Pioneer Square
e Pike Place Market fica próximo.
Pioneer
Square: Existe desde o século
19. É a parte histórica
do centro de Seattle. Inclui as áreas
entre as ruas Cherry e King, ao longo
da 1ª e 3ª avenidas. Abriga
prédios antigos, praças
arborizadas, vários cafés,
galerias de arte e antiquários.
Pike
Place Market: O mais famoso
e interessante mercado da cidade tem
mais de 90 anos. Encontra-se de tudo
nele, mas o ponto forte são
os produtos locais, de frutos do mar
a artesanato. A sua área concentra
bons cafés, restaurantes e
bares. Descendo a ladeira (a pé
é um grande esforço,
mas há um elevador atrás
do mercado de peixes), chega-se ao
Waterfront.
Waterfront:
A área do porto tem muita história,
mas acabou se transformando numa coleção
de produtos do comércio e fast-
foods para seduzir os turistas. Seu
ponto alto é o Seaquarium,
atração interessante
aos que apreciam a vida marítima:
pode-se ver uma grande diversidade
de ambientes e espécies aquáticas,
como tubarões e polvos.
Seattle
Center: Construído
para a Feira Mundial de 1962, a Exposição
do Século 21. O complexo abriga
parque, teatros, museus, salas de
convenção, lojas, restaurantes,
pista de patinação,
o Space Needle (futurística
torre de observação
de 200 metros de altura) e o Pacific
Science Center (centro de exposições
tecnológicas). O local também
é sede de vários times
esportivos, como o Seattle Supersonics
(basquete), o Reign (basquete feminino),
o Sounders (futebol), o Seadogs (futebol
de salão) e o Thunderbirds
(hóquei). Durante o verão,
o Seattle Center sedia os três
principais festivais da região:
Bumbershoot, Bite of Seattle e Northwest
Folklife Festival. O famoso Space
Needle fica no Seattle Center: torre
de 42 andares que oferece uma excelente
vista da cidade.
Internacional
District: Reúne uma
mistura de bairros de diferentes nacionalidades.
O principal é Chinatown, onde
é possível encontrar
um pouco da cultura e a arte do povo
oriental. O distrito está repleto
de ótimos restaurantes chineses,
vietnamitas e japoneses.
Capitol
Hill: Embora não seja
uma área muito turística,
é bastante interessante, pois
concentra a cultura jovem da cidade.
É também a região
mais GLS de Seattle, freqüentada
por gays e simpatizantes. Há
boas opções de bares,
cafés e casas noturnas (incluindo
a área da Broadway).
Woodland Park Zoo:
Mais do que um simples zoológico,
é o lugar ideal para crianças
e pessoas que gostam de ver animais
vivendo em seus hábitats.
Seattle
Art Museum: O prédio
de cinco andares já é
uma obra de arte, mas ainda abriga
um vasto acervo de arte asiática,
americana nativa, africana, oceânica
e pré-colombiana. O ingresso
para o museu dá direito a visitar,
no prazo máximo de uma semana,
o Museu de Arte Asiática de
Seattle e o Volunteer Park (Parque
Voluntário).
O QUE E ONDE COMPRAR
Seattle
é um paraíso de consumo.
Pode-se comprar roupas, livros, jóias,
sapatos, antigüidades... As áreas
principais são o Pioneer Square,
o Pike Place Market e a região
da Broadway. Abaixo, algumas boas
opções.
Nordstrom:
A melhor e mais tradicional loja de
departamentos do noroeste dos Estados
Unidos. Vende todos os tipos de produtos
com atendimento de qualidade.
Victoria's
Secret: O mais famoso endereço
de lingeries dos EUA.
Ann
Taylor: Roupas femininas
com filiais em todo o país.
Barney’s
New York: Ótima loja
de departamentos, com grande variedade
de produtos.
Boston
Sox: Especializada em meias
para enlouquecer qualquer aficionado.
Gap:
Famosa grife americana de moda jovem
e casual.
Limited:
Loja de roupas de qualidade, muito
conhecida nos EUA.
Banana
Republic: Moda casual para
homens e mulheres.
Urban
Outfitters: Tradicional revendedor
de roupas e acessórios jovens
de marca.